EL ORGULHO EM PORTUGUÉS

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Assim falou do orgulho aquele de quem Almeida Garrett disse: “o soneto português nasceu com ele e com ele morreu”.
Enquanto Olavo Bilac, não indo tão longe, referiu: “em Portugal, a arte de fazer sonetos chegou ao apogeu com Bocage”.
Com Bocage, com a mestria da sua poesia, aprendi muito do (pouco) que hoje sei.

Eugénio de Sá

Aqui têm Manuel Maria l’Hedoux Barbosa du Bocage, em todo o esplendor dos seus brilhantes versos
sobre a morte do Senhor Dom José, príncipe do Brasil:

Louca, cega, iludida Humanidade,
Miserável de ti! Não consideras
Que o barro te gerou, como que esperas
Evadir-te à geral fatalidade!
 
Pó, que levanta o sopro da vaidade
Homem caduco e frágil, não ponderas
Que teus bens, teus brasões, tuas quimeras
Nenhum valor terão na eternidade?

Ah! Volta, volta os olhos mais sisudos;
Ali na majestade aniquilada
Te faz o desengano aviso mudo:

Atenta de José na cinza amada:
Que serás, se ele é já, se há-de ser tudo
Pasto da morte, vitima do nada?

Que me seja perdoado o orgulho pátrio.
Penso que ele merece o vosso perdão:

Orgulho português

Eugénio de Sá
 
Estes versos que buscam Portugal
Não procuram sequer por uma rima
Nem o volteio de saias de varina
Mas de algo que lhes seja venial;

Como nos lábios o sabor do sal,
No olhar, as brumas das manhãs,
E os gritos das gaivotas nos afãs
De alimento no mar, essencial.

Desse mar que nos ganhou respeito
Que sabe que é nossa, por direito
A gesta que Camões soube cantar

E mesmo hoje, na nossa pequenez
É grande a nossa alma, e a altivez
De um povo que a todos sabe amar

( in: Paineis de Portugal – deste autor )

Emissário de um Rei Desconhecido

Emissário de um rei desconhecido, 
Eu cumpro informes instruções de além, 
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm 
Soam-me a um outro e anômalo sentido… 

Inconscientemente me divido 
Entre mim e a missão que o meu ser tem, 
E a glória do meu Rei dá-me desdém 
Por este humano povo entre quem lido… 

Não sei se existe o Rei que me mandou. 
Minha missão será eu a esquecer, 
Meu orgulho o deserto em que em mim estou… 

Mas há! Eu sinto-me altas tradições 
De antes de tempo e espaço e vida e ser… 
Já viram Deus as minhas sensações… 

Fernando Pessoa, in “Cancioneiro”

A Prisão do Orgulho

Choro, metido na masmorra 
do meu nome. 
Dia após dia, levanto, sem descanso, 
este muro à minha volta; 
e à medida que se ergue no céu, 
esconde-se em negra sombra 
o meu ser verdadeiro. 

Este belo muro 
é o meu orgulho, 
que eu retoco com cal e areia 
para evitar a mais leve fenda. 

E com este cuidado todo, 
perco de vista 
o meu ser verdadeiro. 

Rabindranath Tagore, in “O Coração da Primavera”

Versos de Orgulho

O mundo quer-me mal porque ninguém 
Tem asas como eu tenho! Porque Deus 
Me fez nascer Princesa entre plebeus 
Numa torre de orgulho e de desdém! 

Porque o meu Reino fica para Além! 
Porque trago no olhar os vastos céus, 
E os oiros e os clarões são todos meus! 
Porque Eu sou Eu e porque Eu sou Alguém! 

O mundo! O que é o mundo, ó meu amor?! 
O jardim dos meus versos todo em flor, 
A seara dos teus beijos, pão bendito, 

Meus êxtases, meus sonhos, meus cansaços… 
São os teus braços dentro dos meus braços: 
Via Láctea fechando o Infinito!… 

Florbela Espanca, in “Charneca em Flor”

 

SE DEPENDESSE DE MIM

Se dependesse de mim,
não existiria guerra,
nem maldade,
nem fome…
Se dependesse de mim,
não existiria criança triste,
nem doentes,
nem dor…
Se dependesse de mim,
não existiria a velhice,
a decadência física,
a morte do corpo…
Se dependesse de mim,
tudo seria bondade,
carinho,
felicidade…
Meu Deus!
Será que sou melhor que Tu?

Gislaine Canales

TROVAS

Nossa ventura flutua
neste amor que nos prendeu:
– Tenho orgulho de ser tua!…
– Tens orgulho, de ser meu!

Carolina Ramos (Brasil)

 

Sem orgulho, por vontade,
entreguei meu coração
a Jesus, na tenra idade,
por amor e vocação.

Diva Rico

Com tanto orgulho carrego
este estandarte da vida!
Sou feliz e jamais nego
ajuda da mãe querida!

Mifori

Por fora é bem elegante…
Por dentro, só estopa e entulho
Finge não ser arrogante…
No entanto é um poço de orgulho|

Cristo não retorne a terra
para dar vida a mais gente
Os que se orgulham da guerra
vão te matar novamente!

Maryland Faillace

 

Quando passas ao meu lado
sem olhares para mim,
padeço ao ser desprezado
por teu orgulho sem fim.

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho
Juiz de Fora – MG/Brasil

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