CRÓNICAS -ARTÍCULOS Y ENSAYOS EN PORTUGUÉS

Todo lo publicado en esta revista esta sujeto  la ley de propiedad intelectual de España” Ley 21/2014 de 4 de noviembre, por la que se modifica el texto refundido de La ley de Propiedad Intelectual, aprobado por Real Decreto  Legislativo 1/1996 del doce de abril, y la ley 1/2000, de siete de enero de Enjuiciamiento Civil” todos los derechos están reservados .Luna Sol Internacional está registrada ante la propiedad intelectual de España y el copyright de Estados Unidos

Crónica

Por: Eugénio de Sá
 
Há quem acredite que o passado volta a cada passo da nossa existência.
Por mim, concluo que ele nos marca os passos, mas está na nossa mão deixá-lo para trás para que possamos viver o presente e alcançar o futuro libertos de poeira.
Chegar a cada novo ciclo da vida implica que deixemos pendente o que é simplesmente incómodo ou acessório.
Consideremos que cada dia do presente que vivemos é escrito numa ardósia, cujo espaço se esgota logo que esse dia se encerra. Logo, no dia seguinte teremos de apagar o que lá foi escrito para que possamos dispor de novo desse espaço.
Como disse William Shakespeare: “Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente”. E a reflexão do autor prossegue: “chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras. Isto porque o passado é só um prólogo de tudo o que se lhe vai seguir”.
Podemos procurar entender o que aconteceu olhando para trás, mas só podemos continuar verdadeiramente vivendo se olharmos em frente. Na realidade, a experiência adquirida é como uma lanterna cujo foco ilumina o caminho à nossa frente. O que ficou para traz é só escuridão.
De resto, assim referiu Confúcio; ”A distinção entre passado, presente e futuro é apenas uma ilusão teimosamente persistente”.

Deixemos, pois, em paz o passado, não o julguemos nem nos julguemos a nós próprios, ou corremos o risco de acabar irremediavelmente presos ao que deve ser postergado porque se tornou obsoleto face às circunstâncias e aos padrões de avaliação, em constante mutação.
A este respeito, o malogrado presidente John Kennedy disse: “A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado irão com certeza perder o futuro”.
No nosso caminhar pelas veredas desta vida lembremo-nos das palavras sábias de Lao-Tsé: “É fácil apagar as pegadas; difícil, porém, é caminhar sem pisar o chão”. A que eu acrescentarei outra reflexão: pisámos o chão que tivemos de pisar, mas à nossa frente o chão está disponível para grandes caminhadas.

Sintra, 26 de Maio de 2015

MINHA AMIGA JANDIRA

Toda criança sempre sonha em ter uma bicicleta, pois é um tipo de veículo que as fascina pela sensação de liberdade que ele proporciona. 
Assim quando o meu irmão mais velho recebeu de presente uma, foi a maior alegria, como eu ainda era muito pequeno, só cabia a mim sentar na “ponga” e aproveitar a viagem, o que não era tão legal para ele, pois tinha que pedalar em dobro, e para acompanhar os colegas ficava muito difícil, mas eu não o largava,só queria ir junto para apreciar as aventuras pueris. 
Quando passávamos o verão em Itaparica então, era uma “coqueluche”, grupos e mais grupos na “magrela” onde formavam-se turmas, paqueras e muita diversão à solta. 
Numa dessas  noites, meu irmão saiu escondido para encontrar a turma ficando eu, desesperado por não ter ido, um tempo depois chega ele carregado, porque tinha subido o meio fio,  indo terminar no chão, numa dessas peripécias de criança. 
Logo chegou a minha vez de ganhar uma, o que foi muito legal, contudo para aprender deu uma mão de obra, meu pai segurava atrás para tentar me equilibrar, mas nada, o tempo foi passando e aos poucos eu fui aprendendo, até que  num determinado  dia consegui sair pedalando pelas ruas desta cidade-verão, mas não era fácil, porque sempre havia algo para levar uma queda, os primeiros dias chegava a levar cinquenta quedas. 
Teve uma vez que uma gorda me atropelou, isso mesmo! Porque quando estava passando,  me bati com ela, a dona  ficando em pé e eu caí, sendo socorrido por esta senhora que se chamava Jandira, que sempre lembra do fato, fazendo assim uma boa amizade, sendo assim comecei a chamar minha bicicleta de Jandira, o que tornou um fato até engraçado, pois foi uma homenagem que fiz à sua pessoa. 
Assim eu já participava das turmas de bicicleta junto com meu irmão, andávamos a cidade toda, sempre procurando novas aventuras. 
Quando voltava para Salvador, Jandira vinha no porta-malas toda dobradinha, e sempre que mencionava o nome da minha amiga, gerava uma confusão, ou pelo menos uma curiosidade. 
Jandira envelheceu e terminou enferrujada no canto, pois os outros modelos eram bem melhores, mas depois de grande só ficou na lembrança as duas Jandiras, pois a nativa de Itaparica morreu e a minha, nem sei onde está hoje. 

Marcelo de Oliveira Souza,iwa

 

FELIZ ANIVERSÁRIO PAPAI

Ary Franco (O Poeta Descalço)

            Hoje, 24 de junho de 2017, completarias teu 105º aniversário.

            Desde que te fostes aos 94 anos não te esqueço um único dia e rezo para que permaneças em paz na Casa de Nosso Amado Deus, em companhia de mamãe, parentes e Amigos. Que teu espírito permaneça iluminado e que aguardes mais um pouco minha chegada para abraçar-te outras vezes.

            A saudade bate forte em meu peito cansado e o manancial de minhas lágrimas já começa a secar de tantos prantos derramados. Falo contigo todos os dias num dorido monólogo e sei que escutas cada palavra que te digo. Tantas vezes ainda sinto em meu caminhar tua mão guiando meus passos e iluminando minha estrada… Sei que nunca me deixaste só e é bom saber-te por perto meu amado pai.

            Poderia dizer-te isso em minhas preces, mas quero que todos saibam o quanto te amo, mesmo na distância que nos foi imposta. Deixo-te neste azo o melhor de meus carinhos, um beijo e um abraço bem apertado. Permaneça em paz e dê-me tua benção meu amado pai. PARABÉNS!

Aryzinho